Transtorno Bipolar

Por Michel Aires de Souza

bipolar1

No final do século XIX,  Freud diagnosticou que toda sociedade era neurótica, hoje em pleno século XXI, diagnosticamos que o transtorno bipolar tornou-se a condição existencial do homem contemporâneo.   A neurose é uma patologia da mente que geralmente persiste em intensificar um fragmento da realidade.  É uma ideia exagerada que se mantém na mente determinando o modo de ser e viver do indivíduo. Em outras palavras, é uma reação exagerada que ocorre no aparelho neuronial em relação a uma experiência vivida.   O ciúme exagerado, a ansiedade extrema diante de uma situação, o medo exagerado de alguma coisa, a limpeza exagerada, o sentimento de perseguição são formas de comportamentos neuróticos.  Os neuróticos são pessoas mais assustadas, mais tensas, mais ansiosas que as outras.      

       Freud diagnosticou em sua época, que a neurose é a condição existencial do homem moderno. Em sua opinião,  o comportamento neurótico do homem moderno surge do conflito irreconciliável entre as exigências da satisfação pulsional e as exigências repressivas da civilização. O homem é um ser do desejo, das paixões, da sexualidade. Contudo, a realidade é hostil aos seus impulsos e desejos. O homem tem que trabalhar para poder viver.  A sociedade não tem meios suficientes para sustentar a vida de seus membros.  Dessa forma, as energias da atividade sexual devem ser canalizadas para o trabalho.  Todos os bens culturais têm origem na sublimação das pulsões, em particular, nas pulsões sexuais. Com isso, a civilização mobiliza todas suas forças para reprimir a sexualidade. O resultado disso, são as neuroses. Para Freud, toda sociedade é neurótica, devido à insatisfação de impulsos primordiais, insatisfação exigida num grau muito superior que o necessário.            

        Hoje, em pleno século XXI,  a situação melhorou bastante, não precisamos mais sacrificar nossa sexualidade em nome do trabalho e do progresso da civilização.  O trabalho produtivo tem se automatizado, vivemos na era do desemprego estrutural. Além disso, os valores da sociedade tornaram-se mais flexíveis, diferentemente da época de Freud, onde a sociedade era mais rígida e patriarcal.  Vivemos numa época onde o sexo não é mais pecaminoso. O homossexualismo não é mais um crime. Há prostitutas em todas as sociedades. O individuo de hoje tem uma sexualidade mais plena, mais madura e equilibrada.  Dessa forma, a neurose não surge mais dos impulsos sexuais reprimidos. As doenças psíquicas de nossa época se modificaram, uma vez que os problemas que afligem o indivíduo são outros.    

         Hoje, na era da globalização, vivemos numa sociedade do consumo, de prazeres ilimitados, onde o indivíduo pode ter tudo o que quiser. Não há mais valores pré-estabelecidos. Deus não é mais o centro das relações sociais. A moral não é mais o fundamento da existência individual e coletiva. A instituição familiar se fragmentou. Vivemos numa sociedade dinâmica e relativista. Não há mais barreiras morais, religiosas, familiares para o indivíduo se satisfazer e realizar suas potencialidades. O homem de hoje ganhou a liberdade da escolha. Essa liberdade da escolha gerou a angustia no ser humano.   

       Para o filósofo francês Jean Paul Sartre, a angústia nasce da escolha. O homem é um ser da liberdade. É aquele que deseja e escolhe o que deseja.  O homem contemporâneo sofre de idéias antitéticas. Ele não sabe o que quer e o que deseja. Ele sofre porque não sabe o que escolher. Seus sentimentos são ambivalentes. Isso quer dizer que ora ele quer uma coisa, ora ele quer outra. Ora ele quer ser solteiro, ora ele quer ser casado. Ora ele quer morar na cidade, ora ele quer morar no campo. Ora ele quer estudar computação, ora ele quer ser filósofo.  Ora ele quer ser católico, ora ele quer ser budista. Ora ele acredita em Deus, ora ele nega Deus. O indivíduo moderno vive entre a mania e a depressão,  por não saber escolher. Ele assume compromissos que não pode cumprir. Ele faz escolhas que não deseja.  As idéias antagônicas passam a fazer parte de seu dia-a-dia. Seu pensamento torna-se bipolar.   

       Do nosso ponto de vista, há uma relação causal entre idéias antagônicas  e o transtorno bipolar. A fragmentação da mente em desejos opostos e idéias antitéticas pode causar  estados de mania ou de depressão devido às escolhas que o indivíduo faz. A indecisão, a dúvida, as  escolhas mal feitas, os compromissos não compridos ou indesejáveis geram angústia, que por fim, desenvolvem estados de ansiedade e excitação ou estados desânimo e depressão, características do transtorno bipolar. Certas escolhas ou desejos perturbam o humor e a atividade do sujeito, gerando grande ansiedade e elevação da energia ou rebaixamento do humor ou da atividade  e energia. Não queremos dizer com isso que o transtorno bipolar não seja uma doença bioquímica, mas apenas que há uma relação causal entre idéias antitéticas, típica do homem contemporâneo e o transtorno bipolar. De alguma forma, as idéias antagônicas produzem uma desordem bioquímica, causando o transtorno. Isso também ocorre com o uso de drogas. As drogas causam uma desordem no aparelho neuronial e, conseqüentemente,  também produzem o transtorno bipolar.  

      O transtorno bipolar é uma doença típica do mundo contemporâneo.  Esse transtorno se caracteriza por uma perturbação do humor e da atividade do sujeito. Ora há uma elevação do humor e aumento da energia e da atividade (mania), ora há um rebaixamento do humor e de redução de energia e da atividade (depressão).    No estado de mania o indivíduo sente um bem estar, um aumento da sociabilidade, do desejo de falar, da familiaridade e do desejo sexual.  Neste estado o indivíduo fica eufórico, fala muito, faz várias atividades ao mesmo tempo, às vezes faz muitas compras e sente-se onipotente.  Contudo, a euforia pode dar lugar à irritação, a explosões de raiva, a atitudes pretensiosas ou comportamentos grosseiros. No estado de depressão, o indivíduo sente-se prostrado, sem forças, com baixo auto-estima, perde o interesse pela vida e tem sentimentos de suicídio.     

        O homem contemporâneo  apresenta todas essas características do transtorno bipolar. Ele vive entre a mania e a depressão.  Quando está eufórico,  ele apresenta uma alegria contagiante, é cheio de planos, tem elevada auto-estima, tem delírios de grandeza, faz muitas compras, gasta muito dinheiro e tem muita atividade sexual. As vezes  também apresenta grande vigor físico, fala muito e sente-se onipotente. Em alguns casos,  este estado de euforia torna-se irritabilidade, agressividade, arrogância e pretensão.  Quando está com depressão, o homem contemporâneo apresenta um estado de desânimo, baixa auto-estima, sentimentos de inferioridade, perda de interesse, angústia existencial e tédio.  Esse quadro mostra-nos que o transtorno de humor tornou-se a condição existencial do homem contemporâneo.

 

24 comentários em “Transtorno Bipolar

  1. Ficou ótimo, vc escreve muito bem e comsegue expressar de forma clara o que pensa. Concordo com o que diz que o homem contemporâneo está suscetível aos “altos e baixos” de forma muito mais evidente que outrora, porém ainda ressalto que estes mesmos “altos e baixos” em quem sofre de TBH é muito acima da média aceitável para os dias de hoje. Mas eu concordo com Freud no ponto de vista da neurosoe e Wilhelm Reich também desenvolve o mesmo tema, mas isto já foge um pouco à minha alçada e me desvia do meu foco atual. Parabéns pelo Blog e quando puder visite o meu, abraços.

  2. Se alguém começa a delirar, a coisa ultrapassa, digamos assim, o limite filosofal. E quem tem este “defeito químico” sabe que é bem possível sair correndo pela rua pelado gritando que é Jesus ou ficar horas paralisado de medo de sucumbir às facas da cozinha para matar o vizinho, sem ao menos conhecê-lo – puro desejo. Ou passar noites inteiras andando em círculos, agitado, tremendo, falando coisas sem nexo na tentativa de seguir os próprios pensamentos… e a tentação insana do suicídio. Acredito que o estresse agudize a doença. Acho que uma praia fria e isolada pode ser uma boa, um companheiro (a) compreensivo e tolerante, algo artístico e bacana para fazer e talvez um filho ajudem. Mas é preciso medicação, infelizmente. Parabéns pelo espaço. (L., bipolar. )

  3. Pesquisando sobre TB encontrei o seu artigo.Você escreve bem e com muita clareza. Apenas faltou a complementação sobre o “distúrbio químico”, ao qual O Marcos citou acima. Minha mãe foi há alguns anos diagnosticada como portadora de TB. Tentamos fazer com que ela se conscientizasse de que necessita de tratamento, de que não é louca e que através do tratamento, ela pode viver melhor. Mas, seguindo a risca das pessoas que possuem tais distúrbios, ele se negou e nega qualquer tipo de tratamento. Alega que somos nós que a queremos enlouquecê-la, que a queremos deixá-la abobada, que queremos dar-lhe remédios “sossega leão”. Se recusa a acreditar que é um distúrbio psíquico, que mediante os tratamentos com psicanálise e medicamentos, ela pode controlar esta doença e assim viver melhor conosco, com a sociedade e consigo mesma. Nada adianta falarmos. Ela se voltou contra a família, aliás; contra aqueles que a enfrentam dizendo-lhe a verdade. Hoje, el não toma remédio algum, vive em constantes conflitos conosco e com ela mesma. Vive num mundo imaginário, que ela criou e assim o faz pra viver. Neste mundo, eu a sua filha e os filhos de seu marido, somos os monstros que queremos tirar tudo o que é dela. Que queremos destruí-la. Ela não mais nos respeita, age como onipotente, que pode fazer o que quiser conosco, com nossas vidas, com os nossos sentimentos e com os nosso bens pessoais. Não sei mais o que fazer e como fazê-lo! Apenas sei que ela precisa de tratamento e que está destruindo toda a nossa família.

  4. isso não tm nada a ver…
    depressão é muito diferente de bipolaridade
    e muito diferente tbm de uma pessoa extremamente extressada…
    os bipolares saindo da versão médica para a versão dos q realmente tem a doença é totalmente diferente disso q vc citou…
    nós podemos estar super felizes e do nada vem aquela tristeza devastadora…
    nossas almas ficam cansadas e nos sentimo inúteis para realizar qualquer q seja a tarefa….
    ñ temos motivos para chorar e nem para rir…
    e qdo nos é dado um motivo podemos ficar semanas de cama tristes sem vida…sem nd…
    ou tbm podem surgir os sentimentos de suicidio ou aquele pensamento q se nos matarmos ou matarmos akilo q nos fez tristes td tera um fim….
    isso é ser bipolar.

    1. Prezada Vanessa,

      O transtorno Bipolar tem uma relação intrínseca com a depressão. Segundo o manual das doenças psiquiátricas o transtorno bipolar é classificado como CID 10 – F31. Veja o que diz:

      F31 – TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR

      Transtorno caracterizado por dois ou mais episódios nos quais o humor e o nível de atividade do sujeito estão profundamente perturbados, sendo que este distúrbio consiste em algumas ocasiões de uma elevação do humor e aumento da energia e da atividade (hipomania ou mania) e em outras, de um rebaixamento do humor e de redução da energia e da atividade (depressão). Pacientes que sofrem somente de episódios repetidos de hipomania ou mania são classificados como bipolares.
      Inclui:
      doença maníaco-depressivapsicose maníaco-depressiva
      reação maníaco-depressiva
      Exclui: ciclotimia (F34.0)
      transtorno bipolar, episódio maníaco isolado (F30.-)

      F31.0 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual hipomaníaco
      Episódio atual correspondente à descrição de uma hipomania tendo ocorrido, no passado, ao menos um outro episódio afetivo (hipomaníaco, maníaco, depressivo ou misto).

      F31.3 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo leve ou moderado
      Episódio atual correspondente à descrição de um episódio depressivo leve ou moderado (F32.0 ou F32.1), tendo ocorrido, no passado, ao menos um episódio afetivo hipomaníaco, maníaco ou misto bem comprovado.

      F31.5 Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo grave com sintomas psicóticos
      Episódio atual correspondente à descrição de um episódio depressivo grave com sintomas psicóticos (F32.3), tendo ocorrido, no passado, ao menos um episódio afetivo hipomaníaco, maníaco ou misto bem comprovado.

      Saiba Mais: http://transtornoafetivobipolar.com/2008/09/29/hello-world/

  5. O TAB não é contemporâneo e nem tão simples assim como descrito acima e não se trata uma doença séria com “indagações”. Como bem diz Millor: “Filosofia explica filosofia” ou até mesmo a vã filosofia foi sábia ao colocar: “CADA MACACO NO SEU GALHO!”.

    1. Prezada Talitha

      Leia melhor o texto. O texto não afirma que o transtorno bipolar é uma doença contemporânea, mas procura apenas mostrar que ela se tornou mais universal e significativa no mundo contemporâneo. Segundo, o objetivo do texto não é descrever ou desvelar o que é o transtorno bipolar, mas apenas mostrar que há uma relação causal entre idéias antitéticas causadas pela angústia da escolha e a produção do transtorno bipolar no homem contemporâneo.Sobre sua colocação “Cada macaco no seu galho”, gostaria de dizer que a mente é antes de tudo um objeto de estudo da filosofia, e grande parte do que se conhece hoje sobre a mente deve-se as teorias filosóficas.

      Abraços
      Michel
      Filosofonet

  6. Meu nome é Renato Wander Martin, tenho 44 anos e sou BIPOLAR desde os 21. Gostei muito do texto, porem, o meu objetivo nesse comentário, é dizer que sofri 7 internações por crises maníacas,e, que estou estabilizado há 8 anos, fisicamente e psicologicamente, e posso ajudar outros BIPOLARES. Moro na cidade de Mairiporã, SP, e, meu EMAIL é renato.boto@hotmail.com. Telefone para contato é: 4604-3742. Quero falar diretamente com você que sofre com o Transtorno Afetivo Bipolar.
    Agardo resposta, Um abraço.

  7. meu nome é heloisa eu acho que tenho essa doença só que de uma certa maneira um pouco mais forte eu ja escuto vozes mandando eu me matar falando que eu não valo nada eu tenho um histórico na minha vida que aos 12 anos tentei me matar,e hoje tenho 35 anos 6 filhos estou piorando preciso de ajuda e não consigo pedir essa ajuda, nínguem me intende meu casamento esta quase acabando eu preciso de ajuda só que não consigo só falar e na hora que estou com crise meu marido me chama de louca problematica e depois sai me deixa sozinha com seis crianças descobri que tenho esse problema depois que consiqui um computador e nisso digitei os cintomas e apareceu o nome dessa doença tbp !!!!!!!!! O QUE FAÇO????? POR FOVOR ME AJUDEM NÃO TENHO CONDIÇÕES DE NADA!!!!!!!!

  8. Filosofias à parte, o Transtorno Bipolar do Humor é uma doença reconhecidamente incurável, grave e que, em relação às pesquisas médicas, ainda está engatinhando e muito longe de ser completamente compreendida por ser muito complexa e de causas multifatoriais, desconhecidas.

    Sou portadora da doença e faço tratamento desde 2008 num centro de referência no Brasil, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, no Instituto de Psiquiatria (IPq). Lá recebo medicação gratuita, acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Descobri que era portadora em 2003; tive psicose maníaca em 2005 e perda de memória, mas nunca fui internada pois nem eu nem minha família sabíamos o que estava acontecendo. No começo das grandes crises, em 2002, fui diagnosticada como portadora de transtorno depressivo unipolar.

    Devo dizer que é uma luta sem trégua e de uma vida toda. Acredito na Ciência. Mas há o outro lado da moeda: as medicações são essenciais, no entanto há as reações adversas com as quais também temos que aprender a conviver. Na verdade é uma luta quíntupla: contra a doença, contra as limitações que ela nos impõe, contra as reações adversas dos medicamentos, contra o preconceito e contra a dificuldade de interelacionamento pessoal.

    Em vários anos de tentativas frustradas com tratamentos inadequados e interrompidos bruscamente diversas vezes, meu corpo sofreu os prejuízos: hipotireoidismo causado pelo uso de lítio e a instalação definitiva de uma doença auto-imune que destrói progressivamente minha tireóide ( doença de Hashimoto), anorexia, perda de memória, convulsões, gagueira, apetite exagerado, ganho de peso, taquicardia, sonolência excessiva e contínua, dificuldade de concentração, cansaço contínuo, perda da acuidade visual, transpiração excessiva, intolerância ao calor, perda de cabelos…

    Tento viver da melhor forma possível, mas é difícil… Os prejuízos também se estendem à minha vida pessoal: já são 7 anos sem conseguir trabalhar e sem conseguir pagar o INSS, foram anos gastando o dinheiro que eu não tinha, me arriscando em relacionamentos- relâmpago e sem proteção alguma. A vida prática também foi arruinada. Tento me refazer das cinzas. Melhorei muito a despeito de tudo isso, mas não sou ingênua. Tenho recaídas e tenho a responsabilidade de saber lidar com elas. Namoro há 6 meses com um ex paciente da psiquiatria do HC, tenho uma filha linda que fará 15 anos este ano e é o motivo central de minha luta constante e ainda tenho aos meus pais, além de dois cachorros fofos e um padrinho de batismo que é meu anjo protetor.

    No mais, vivo um dia de cada vez. Um dia. Cada dia do jeito que posso, fazendo o que consigo, aprendendo a respeitar os limites do corpo a não passar dos limites me destruindo. Me apegando à vida, que é tudo o que temos.

  9. AI LENDO ISSO ME DEIXA MAS TRANQUILA,SEI LÁ ALGUNS MESES ME ENVOLVIR COM UMA PESSOA PELA NET,SOMOS HOMOSSEXUAIS…….COMEÇO MIL MARAVILHAS MUITO AMOR E MUITAS TENTATIVAS PARA PODEMOS NÓS VER..ENFIM CADA DIA PERCEBIA QUE ELA SEMPRE ESTAVA DIFERENTE UM DIA MUITO ALEGRE COM DESEJOS FALAVA MUITAS COISAS……..LEGAIS GOSTOSAS DE LER………NO OUTRO ME XINGAVA HUMILHAVA FAZIA POOUCO DA MINHA PRESENÇA MESMO SENDO PELA WEB…..PASSADO OS DIAS PERCEBI E TENTEI ME DISTANCIAR……..FOI QUANDO ELA DISSE QUE QUERIA FALAR COMIGO TINHA ALGO A ME DIZER………ACHEI QUE FOSSE DROGAS,MAS NÃO ELA ME DISSE QUE SOFRIA DE TRANSTORNO BIPOLAR AFETIVO,.NEM IMAGINAVA O QUE SERIA….FUI A FUNDO LENDO PESQUISANDO SOBRE O ASSUNTO E HOJE ENTENDO POUCO SOBRE TAL…….AGORA TO CONFUSA NÃO SEI SE DEVO CONTINUAR COM ESSE RELACIONAMENTO OU SIMPLISMENTE DEIXA LA……SOFRO DEMAIS SEI QUE A AMO……..MAS TBM NÃO POSSO VIVER ASSIM NESSA AGUNIA SOFRIEMNTO NÃO SEI SE TEREI FORÇAS PRA LHE DAR COM TAL SITUAÇÃO ALENDO MAS TENHO FILHOS E ISSO TBM IMPLICARÁ…….AI ME AJUDEM POR DEUS….. OBRIGADA.

    1. Prezada Juliana,

      Transtorno bipolar é apenas uma doença relacionada ao humor, que pode ser controlada. Leve sua namorada ao psiquiatra para fazer o diagnóstico. Se ela tiver um desequilíbrio de lítio no sangue e detectar o transtorno, ele vai receitar um remédio para equilibrar os níveis de lítio, provavelmente o tegretol, que é bastante comum. Vá fundo em seu relacionamento e
      boa sorte.

      Abraços
      Michel

  10. Prezado Michel, gostaria de relatar algumas informações de seu texto, em meu trabalho sobre transtorno bipolar, peço sua autorização e dados para citação. Aguardo um retorno breve. abs

  11. Eu também gostaria muito de ajuda, de algum conselho de alguém que saiba mais que eu sobre Bipolaridade.
    Meu Noivo tem bipolaridade, estamos juntos á um ano e quatro meses, até um ano nosso namoro era o mais PERFEITO desse mundo, ele era carinhoso, vivia dizendo que me amava e fazendo demonstrações, dizia que queria casar comigo e ficar pra sempre, deixava bem claro que não queria e não conseguiria viver sem mim. Então eu engravidei, noivamos e faltando um mês para o nenêm nascer ele chegou pra mim dizendo que não queria mais ficar comigo, que não tinha mais certeza que queria casar comigo e ficar pra sempre, disse que não queria mais ser noivo, tirou a aliança e pediu um tempo pra pensar. Depois de um mês voltamos, por causa de mim, pq eu pedí p voltar, voltamos mas não tá do mesmo jeito, ele uma ora demonstra que gosta de mim, outra ora deixa bem claro que não tem certeza que vamos ficar juntos, que podemos ficar juntos um dia, um ano ou oitenta anos.O neném nasceu e eu pensei que todo esse pesadelo fosse passar, mas continua do mesmo jeito. Essa situação está me deixando louca! Preciso de ajuda, pra entender se isso é por causa da bipolaridade dele, se é pra eu deixar de mão e terminar, ou pra eu continuar e entender. Como posso ajudá-lo com isso?
    É difícil ficar com uma pessoa que parece que não gosta da gente, ficar com essa instabilidade, que ora estamos juntos, ora estamos separados.
    Isso é por causa da bipolaridade?
    O nosso filho terá essa doença?
    Me ajudem por favor, estarei aguardando respostas, urgentemente.
    Obrigada *-*

    1. Olá Stéfani,

      Não sou médico e não sou especialista em transtorno bipolar. Mas, penso eu, que o problema de seu noivo não se relaciona com a bipolaridade, ele é apenas volúvel e imaturo, não sabe ainda o quer da vida. Ele não quer assumir responsabilidades, por isso se comporta dessa maneira. Aprenda uma coisa, “ninguém ama aquilo que tem completamente”. Sua atitude de submissão só a prejudica.

      abraços
      Michel

  12. Caro professor. primeiramente parabéns pela exposição. Gostaria de salientar a paciência que o sr. teve com essa menina que atende pelo nome de Talitha, pois, a mesma, fez o seguinte comentário: “CADA MACACO NO SEU GALHO!”.Pois bem, não haveria frase melhor para a Talitha do que essa e nesse caso, ela deveria ter permanecido no galho dela. Ela deveria saber que o papel fundamental da filosofia é levantar questões, ou seja, enxergar alem das aparências e buscar a essência das coisas, talvez a Talitha seja jovem ainda, e como tal, ainda tem muito o que aprender.

  13. ola professor, estou em crise, hoje F31.5….sou professora também, gostei muito do seu blog, o que importa é tentar ajudar as pessoas … abraços

  14. Sras, e Srs; Muito Boa Noite!
    Meu nome é Paulo Cesar, tenho 56 anos de idade. No momento faço tratamento ambulatorial no INCOR – USP, no aguardo de uma delicada cirurgia (eletiva) cardíaca. Durante o tratamento psicoterápico de apoio a tal procedimento (através dos serviços de psiquiatria do HC – USP), fui diagnosticado na condição de paciente bipolar (tipo I).
    Confesso que para mim, tal diagnóstico inicialmente trouxe consigo duplos sentimentos totalmente antagônicos; sendo inicialmente a tristeza em me deparar com uma doença tão grave e devastadora, seguido do sentimento de alívio em saber que a grande maioria dos meus “deslizes” cometidos durante toda uma vida, não se vinculavam a questionáveis desvios de formação, e caráter moral.
    Enfim; de todas as conseqüências possíveis e imagináveis decorrentes de tal patologia (bipolaridade), das quais nos tornamos “verdadeiras vítimas”; decorridos mais de um ano do meu diagnóstico, uma grande dificuldade (entre tantas outras), atormenta minha alma. É justamente o fato de não conseguir restabelecer vínculos familiares, sobre tudo para com meus irmãos. Apesar de tratarem-se pessoas vivenciadas, detentoras de formação universitária, não encontro uma forma com a qual possa convencê-los quanto à veracidade médico-científica que engloba todo este universo relativo ao transtorno ora abordado, principalmente ao que se refere aos seus “deletérios efeitos morais”. Assim sendo, apesar de já ter recorrido a diversas instituições de apoio aos portadores, familiares e amigos envolvidos em tal questão, venho através do presente buscar informações junto a este Blog as quais me possam ser uteis nesta “minha caminhada”. Antecipadamente agradecendo, coloco-me a disposição de todos ao que se refere à troca de conhecimentos, bem como experiências vividas na condição de portador do Transtorno Afetivo Bipolar – TAB

  15. Gostei muito do texto e infelizmente eu me identifiquei com as características do transtorno bipolar, principalmente citados no penúltimo parágrafo. O que pode me ajudar a superar isso?

  16. Interessante o conceito bipolar, a leitura é um fator positivo para que a gente possa interpretar o nosso eu.

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