Por que o Brasil possui um dos piores índices de educação do mundo?

Por Michel Aires de Souza 
 
Quanto mais instruído o povo, tanto mais difícil de o governar” (provérbio Taoista)
 

Educação não é mercadoriaA pesquisa de uma das mais respeitadas consultorias sobre sistemas de ensino no mundo, Economist Intelligence Unit, coloca o Brasil em penúltimo lugar em um ranking sobre a qualidade da educação. A consultoria analisou habilidades cognitivas e desempenho escolar dos alunos em 40 países. A Finlândia e Coréia do Sul aparecem em primeiros lugares,  o Brasil e a Indonésia em últimos lugares.  Também no último relatório elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),  sobre o índice de desenvolvimento da Educação, feito em 128 países, o Brasil aparece na  88ª posição.  Países menos desenvolvidos apresentam uma posição melhor. O Brasil aparece ao lado de Honduras (87ª), Equador(81ª), Bolívia(79ª); mas está muito aquém de nossos vizinhos e parceiros comerciais como  Argentina (38ª), Uruguai (39ª) e Chile(51ª). Esses dados  demonstram que as políticas pedagógicas que norteiam a educação  no Brasil são equivocadas. Nos últimos anos o ensino foi fortemente influenciada pela reestruturação produtiva, uma vez que as inovações tecnológicas, a nova organização do trabalho e a globalização dos mercados exigiam novos perfis profissionais. Criou-se assim uma educação voltada ao mercado de trabalho, entendida pela lógica do capital, visando contribuir para o projeto político pedagógico da burguesia.

     Os ideais de uma educação humanista foram abandonados. Condorcet,  no século XVIII,  já pregava uma instrução pública que tornasse os indivíduos críticos e defensores dos seus direitos, tornando-os capazes de realizar a igualdade política e que também os ajudassem a desenvolverem completamente seus talentos. Pensando nisso, ele sugeriu ao Comitê de Instrução pública, em 1792, uma educação voltada à formação integral do homem. Rousseau, tal como Condorcet, em seu pensamento sobre educação, valorizava a dimensão humana e política, buscava não só formar o homem, mas também os cidadãos.  Kant considerava a educação como o grande segredo para o aperfeiçoamento da humanidade, pois ela deveria preparar os indivíduos para a autonomia de pensamento, para  a moralidade e a cidadania. Os iluministas, de modo geral,   acreditavam que o homem como construtor da cultura deveria ser capaz discernir,  avaliar e agir com autoconsciência para modificar sua própria vida e da existência social como um todo. Para eles, promover a felicidade e a dignidade humana deveria ser o fim último da educação.

     A educação é a única forma de criar indivíduos pensantes e autônomos, pois ela desenvolve a capacidade de reflexão e julgamento da realidade, isto é, desenvolve a capacidade de informação e entendimento para uma análise e avaliação da sociedade em que vivemos. Ela prepara  os indivíduos para a não aceitação, a manifestação, o afrontamento e a revolta; ensina-os a romper com as maneiras de ver, sentir e compreender as coisas. A escola sempre foi considerada o espaço de exercício da liberdade e da cidadania, pois ali se adquire atitudes, valores, orientações e espírito crítico. É um espaço eminentemente político,  que deveria fomentar a liberdade individual e coletiva, possibilitando as mudanças sociais necessárias para a felicidade humana. Contudo, em nossa época, a escola reproduz os valores, o imaginário e as condições sociais dominantes do sistema cultural. A educação tornou-se apenas o meio pela qual o sistema de domínio social se constitui, se mantém e se perpetua.

     A partir do diagnóstico acima, o objetivo do presente texto é entender como a reestruturação produtiva aqui no Brasil tem fortemente influenciado os rumos do ensino. Trata-se de demonstrar que a influencia do empresariado e do capital nas políticas pedagógicas é perniciosa para a educação. Se há um culpado pela má qualidade do ensino, isso se deve as políticas públicas de educação implantadas nos governos neoliberais.

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         Na década de 70, com a crise do capitalismo, as grandes indústrias se viram com um excedente de produção, assim como fábricas e equipamentos ociosos num mercado cada vez mais competitivo. Era uma época de recessão e  alta inflação de preços.  Foi a partir daí que o sistema capitalista entrou em um novo ciclo de reestruturação do capital. Começou um período de racionalização e intensificação do controle do trabalho. As mudanças tecnológicas, a automação, a busca de novos produtos e novos mercados, as fusões de empresas, a busca de novos locais onde a mão de obra era barata tornaram-se necessárias para as grandes corporações. Harvey (1993) chamou essa nova reestruturação do capital de “acumulação flexível”. É flexível, pois, “se apoia na flexibilidade dos processos de trabalho, dos mercados de trabalho, dos produtos e padrões de consumo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional”  (HARVEY, 1993, p. 140).

    Naquela época experimentávamos o advento da  sociedade pós-industrial. Os usos da automação, das novas tecnologias da informação, da microeletrônica e da inteligência artificial se intensificaram. A busca de produtos cada vez mais padronizados e com qualidade total tornou-se uma necessidade do mercado consumidor.  Em conseqüência disso, a exigência de trabalhadores bem educados e qualificados tornou-se inexorável para a nova dinâmica do capital. No modelo de produção fordista predominava a ideia de qualificação no emprego, esse conceito se referia à relação entre os requisitos exigidos do trabalhador e sua função. O trabalhador não precisava de muitas competências e habilidades. Contudo, com as novas tecnologias a ideia de competência tornou-se primordial, uma vez que conhecimentos, habilidades, saberes e atitudes eram exigidos no novo perfil do trabalhador.

     As mudanças no mundo do trabalho tornaram o conceito de competência um conceito central para a educação interferindo diretamente na produção do conhecimento e da formação profissional. E isso se deu através de mudanças profundas no currículo de escolas e universidades.  Segundo Catani, Oliveira e Dourado (2001),  para os empresários a formação profissional deve ser entendido em dois aspectos: polivalência e flexibilidades profissionais. Isto estaria posto para os trabalhadores de todos os ramos e para todas as instituições educativas e formativas, especialmente as escolas e as universidades. Além disso, o desenvolvimento do profissional multicompetente incluiria a identificação de habilidades cognitivas e de competências sociais requeridas no exercício das diferentes profissões, bem como nos diferentes ramos de atividade. Inclui também o repensar dos perfis profissionais e dos programas de formação, qualificação e requalificação de diferentes instituições formadoras, tais como escolas, universidades, sindicatos, empresas e ONGs.

     Fleury e Fleury (2001) em suas pesquisas sobre a origem, sentido e significado do conceito de competência, o definiram  como um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo. Nesse sentido a competência não deve ser apenas uma qualidade dos indivíduos, mas também das organizações. As organizações deverão competir não mais  mediante produtos, mas por meio de competências, buscando atrair e desenvolver pessoas com combinações de capacidades cada vez mais complexas.

No Brasil o conceito de competência começou a ganhar importância com a reforma da educação feita no primeiro mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-1998).  Essa reforma foi fortemente influenciada pela reestruturação produtiva, uma vez que as inovações tecnológicas, a nova organização do trabalho e a globalização dos mercados exigiam novos perfis profissionais. Era preciso, portanto uma reforma que possibilitasse atender as novas demandas do mercado de trabalho.  Segundo Fogaça (2001, p.55) seria necessário priorizar “reformas nos sistemas educacionais dos países industrializados ou em processo de industrialização, de forma a preparar melhor seus recursos humanos para essa nova etapa da produção capitalista, na qual a escola cumpriria um papel fundamental na qualificação profissional básica de todos os segmentos da hierarquia ocupacional”.

 images    A reforma se deu pela criação  da lei orgânica que define e regula a educação brasileira, Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), e teve como referência as competências a serem desenvolvidas pelos alunos, colocando os conteúdos curriculares não como fins em si mesmos e sim como recursos para a constituição dessas competências. Segundo o artigo 9, que trata das incumbências da União, no  inciso IV, cabe a União, “estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum” (BRASIL, 1996).

     Os temas principais da LDB são a autonomia da escola, a modernização da gestão, o acesso às novas tecnologias, a universalização do ensino e a formação para o trabalho. Mas o que se pode notar de forma contundente é a flexibilidade do currículo, das avaliações e da organização do ensino que privilegia as competências em lugar da “inteligência sobre processos”. Para que os princípios que norteam a LDB se tornassem concretos foram também criadas as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) onde prevalecia noção de flexibilidade curricular ligados à formação para o trabalho.  Os DCNs são as normas obrigatórias para a Educação Básica que orientam o planejamento curricular das escolas e sistemas de ensino, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Elas estabelecem as competências e diretrizes para a educação básica norteando o currículo e seus conteúdos mínimos de modo assegurar a formação mínima exigida dos estabelecimentos de ensino. Já os PCNs são um conjunto de textos que servem como parâmetros para a elaboração dos currículos escolares em toda nação. Eles foram elaborados procurando respeitar as diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país. Os DCNs ao contrário dos PCNs se tornaram leis, criando as metas e objetivos a serem alcançados pela educação básica.

     No ensino superior as reformas não foram diferentes, segundo Catani, Oliveira e Dourado (2001), a reforma curricular dos cursos de graduação foi iniciada, concretamente, pela Secretaria de Educação Superior SESu do MEC em dezembro de 1997 quando solicitou-se que as Instituições de Ensino Superior (IES) enviassem propostas para a elaboração das Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação. Em seguida, essas propostas serviram de base para o trabalho das Comissões de Especialistas de Ensino de cada área. Conforme o Edital, a idéia básica do ministério era adaptar os currículos às mudanças dos perfis profissional. Para tanto, os princípios orientadores adotados para as mudanças curriculares dos cursos de graduação foram: a) flexibilidade na organização curricular; b) dinamicidade do currículo; c) adaptação às demandas do mercado de trabalho; d) integração entre graduação e pós-graduação; e) ênfase na formação geral; f) definição e desenvolvimento de competências e habilidades gerais. Em suma, o objetivo geral que vem orientando a reforma é, justamente, tornar a estrutura dos cursos de graduação mais flexível.

     Com o objetivo de tornar a indústria nacional mais competitiva o empresariado brasileiro a partir da década de noventa começou a interferir diretamente nos rumos da educação, buscando criar um grande contingente de trabalhadores bem qualificados. A globalização, as novas tecnologias, a mudança no perfil dos trabalhadores e a acirrada disputa das indústrias brasileiras com as empresas estrangeiras impulsionaram  uma grande reforma na educação.  O grande argumento do empresariado postulava que o problema da distribuição de renda e da eliminação da pobreza se combate com qualificação profissional. Se os indivíduos são bem qualificados, possuem competências e exercem uma profissão, então eles terão mais chances de competir no mercado de trabalho.

     Em muitos documentos do empresariado brasileiro, como do CNI (Confederação Nacional da Indústria), do IHL (Instituto Herbert Levy)  e da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo),  está claro o projeto político pedagógico da burguesia.  Os documentos não só criticam o modelo de educação vigente no Brasil naquela época, mas também apresentaram um conjunto de propostas para reformar a educação. Muitas dessas  propostas  foram colocadas em prática  na reforma feita no Governo Fernando Henrique Cardoso. Ramon de Oliveira em seu artigo “O empresariado industrial e a educação brasileira” (2003)  analisou alguns desses documentos.

méritoNo documento “Competitividade industrial, de 1988, Oliveira (2003) mostra-nos que  o CNI  fez duras críticas ao sistema educacional brasileiro atacando a fragilidade das instituições de ensino em formar mão de obra qualificada.  Segundo esse documento, o problema da educação está em seu gerenciamento. Oliveira explica-nos que para os empresários a crise na educação decorre da incapacidade do Estado articular a progressiva universalização do ensino ocorridos nos últimos anos com a manutenção e o aumento da qualidade.  Para os empresários as instituições de ensino carecem de qualidade porque não existe uma lógica flexível e meritocrática. O Estado não institucionalizou critérios competitivos que se fundamentam no mérito e no esforço individual, premiando os melhores e punindo os piores.

     No documento do IHL, “Ensino Fundamental e Competitividade Empresarial”, de 1992, Oliveira (2003) afirma que os empresários propõem ao governo atacar duas questões fundamentais: o estabelecimento de um novo modelo de financiamento da escola pública e a implementação de mecanismos de controle de qualidade da educação. Eles dizem que é necessário implementar um sistema nacional e permanente de controle de qualidade de resultados do sistema escolar e que avalie através de testes padronizados, e de maneira sistemática, as competências básicas e necessárias para uma sociedade industrialmente moderna e competitiva. Eles afirmam ainda que é necessário seguir o modelo da gestão de empresas para melhorar a qualidade da educação

     Em outro documento, da FIESP, “Livre para crescer, proposta para um Brasil moderno”, Oliveira (2003) mostra-nos que empresários propuseram ao governo investir em ações de qualificação dos trabalhadores para diminuir a concentração de riqueza e propiciar o crescimento econômico. Eles sugerem o desenvolvimento de uma política social séria, que invista nos jovens para que adquiram competências para exercerem uma cidadania plena. Também é explicito neste documento o papel do Estado na questão das políticas sociais. Para a FIESP, em uma economia de mercado as pessoas deveriam defender seus próprios interesses. O Estado não pode ser paternalista, mas apenas deve assegurar que as pessoas de baixa renda possam disputar com outros em melhores condições.

      Como podemos notar, não existe um projeto do empresariado que possibilite a inclusão social e econômica dos mais pobres e apartados socialmente. O que se pretende é apenas assegurar que todos possam disputar em condições mínimas de igualdade no mercado de trabalho. O projeto educacional da burguesia usa os mesmos métodos de gestão das empresas, nesse sentido é fragmentário e parcial. A educação perde sua função universal, que é a de  formar para o esclarecimento, para a autonomia de pensamento e o alargamento da visão de mundo.

     A grande parte das proposições citadas pelos empresários  foram colocados em práticas na reforma da educação no Governo Fernando Henrique.  Foram colocados em prática, por exemplo,   o investimento privado em educação superior;  a criação de ciclos para adequar cada aluno a sua série, resolvendo o problema da repetência e evasão;  a flexibilidade na organização curricular;  o desenvolvimento de competências e habilidades gerais; a implementação de mecanismos  de controle de qualidade e de aferição dos desempenhos;  a formação para o trabalho; e critérios de meritocracia para o funcionalismo público.

     Segundo Oliveira (2003), se essa elite procurasse entender a problemática educacional em maior amplitude perceberia que existem limites sociais, que definem a impossibilidade de um contingente maior da população ter acesso a uma escola de melhor qualidade. Há determinações sociais que impedem que um contingente considerável da população ingresse e permaneça com sucesso no sistema educacional. Citando Gentille,  “não existe qualidade com dualização social. Não existe ‘qualidade’ possível  quando se discrimina, quando as maiorias são submetidas à miséria e condenadas à marginalidade, quando se nega o direito à cidadania a mais de dois terços da população.[não podemos aceitar] uma sociedade onde o discurso da qualidade como retórica conservadora seja apenas uma lembrança deplorável da barbárie que significa negar às maiorias seus direitos” (1994, apud Oliveira, 2003).

     As intervenções do capital privado no Estado nos últimos anos se intensificaram como decorrência inevitável da globalização. É característico do capital sua auto-reprodução, eliminando barreiras, fronteiras, passando por cima de  religiões,   culturas e nações. O capital não se detém diante de nada.  A interligação dos mercados em escala planetária tornou-se inexorável, assim como se tornou inexorável a redução do papel do Estado-Nação.  “A globalização, pela sua capacidade de romper todas as fronteiras econômicas e políticas, subsume os modelos de regulação econômica implementados pelos ‘Estados-Nações’. Não se trata de uma escolha a ser feita por presidentes  e lideres nacionais, mas representa um processo de determinação do qual não há escapatória, independentemente de ideologia política, religiosa ou de características culturais de cada povo” (OLIVEIRA, 2001, p. 189).

imagesNo Brasil não foi diferente, o processo de reestruturação produtiva ocorreu de maneira quase natural. Na década de noventa vimos a subida no poder de governos fortemente ligados à tendência neoliberal: Collor, Itamar e Fernando Henrique. Todos esses presidentes  promoveram medidas de ajustes econômicos, objetivando o controle fiscal e o controle da inflação. Grande parte desses ajustes seguia as normas dos órgãos internacionais como Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional (FMI).  Ao longo daqueles anos aconteceram  mudanças profundas na economia e na produção.

A globalização e o desenvolvimento do Estado Neoliberal, grosso modo, diminuíram o papel do estado na economia e reduziram o investimento e alcance das políticas públicas. A partir daí o trabalhador se viu inserido em um novo mundo, onde teve que enfrentar o desemprego estrutural, o subemprego, o baixo nível das condições de ensino, a exigência de muitas qualificações e a grande concorrência do mercado de trabalho.  Ele  depende de si para se educar, conhecer as novas tecnologias, se atualizar e acompanhar as mudanças do mundo globalizado. Hoje tornou-se difícil manter-se empregado num ambiente em permanente transformação. A responsabilidade pela formação profissional e cultural não cabe ao Estado, mas aos próprios indivíduos. As exigências são muitas e demandam um profissional que invista nele mesmo, pois o mundo globalizado espera que os indivíduos se esforcem e adquiram múltiplas competências, sejam  multifuncionais,  criativos e comprometido com as exigências do mercado de trabalho.

      Os estabelecimentos de ensino surgem como o âmbito privilegiado da reprodução da ideologia e da cultura burguesa. Numa sociedade estratificada pelo poder do capital, na sociedade de classes, a escola é determinada pelos interesses de classes. Ela sofre as influências desse conflito. Segundo Saviani (1987), a classe burguesa detentora do capital financeiro e a determinante da cultura vigente  não tem interesses na transformação da escola, com isso cria mecanismo que impedem essa transformação, fazendo com que a escola reproduza as formas de domínio social e a divisão em classes para que tudo permaneça como está. As interferências do empresariado nas políticas públicas para a educação visam apenas propiciar mecanismos para que as indústrias se tornem mais competitivas, criando mão de obra competente e qualificada e perpetuando os preceitos,  modos de pensar e os valores da classe burguesa.

          A educação que sempre foi entendida como instrumento de humanização tornou-se em nossa época um instrumento de reificação.   Com a reestruturação produtiva, a educação perdeu sua função primordial, que era educar para a autonomia intelectual, para o esclarecimento e para a participação política. O indivíduo perdeu a capacidade de reflexão e julgamento da realidade, perdeu a capacidade de avaliar e interpretar sua  existência e viver de forma autônoma.    O “projeto da Modernidade” identificado por Jurgen Habermas como um conjunto de tendências defendidas pelos pensadores iluministas,  pregava a crença no desenvolvimento da ciência, a moralidade na condução da vida, o universalismo da razão, a busca de novas formas de organização social e a autonomia da arte. O objetivo era usar o progresso e o acúmulo de conhecimentos da humanidade de forma livre, criativa e autônoma  para a emancipação e para  enriquecimento dos seres humanos. A ideia de uma educação  emancipatória e humanista deveria retomar esse projeto.

     A experiência tem demonstrado que os países que conseguiram resolver as desigualdades educacionais também conseguiram resolver as desigualdades sociais e tornaram-se mais democráticos. A educação produz autonomia de pensamento e, em conseqüência disso, produz a opinião, o livre julgamento e a participação política, que são os fundamentos da democracia.  Na sociedade democrática supõe-se como John Locke que a consciência individual é a sede final do julgamento e, portanto, o último tribunal de apelação. A educação reforça essa consciência e o livre pensamento. O indivíduo abandona sua minoridade e torna-se capaz de fazer uso do seu entendimento sem a direção de outrem.  É só por meio da informação e aprendizagem que surge o esclarecimento e este só se efetiva se o indivíduo tiver a liberdade de fazer uso público de sua razão. Esse deve ser objetivo da educação.

Bibliografia

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.

CATANI, Afrânio. M.; OLIVEIRA, João. F.; DOURADO, Luiz. F. Política Educacional, mudanças no mundo do trabalho e reforma curricular dos cursos de graduação no Brasil. Educação & Sociedade, ano XXII, no 75, Agosto/2001. Disponível em <http://www.scielo.br/pdf/es/v22n75/22n75a06.pdf> acesso em Junho de 2012.

FLEURY, Maria.T.L & FLEURY, Afonso. Construindo o conceito de competência. Rev. adm. contemp. vol.5,  Curitiba, 2001. Disponível em < http://dx.doi.org/10.1590/S1415-65552001000500010> acesso em Junho de 2012.

FOGAÇA, Azuete. Educação e qualificação profissional nos anos 90: o discurso e o fato. In: OLIVEIRA, Dalila Andrade; DUARTE, Maria R. T. (Org.). Política e trabalho na escola: administração dos sistemas públicos de educação básica. Belo Horizonte: Autêntica, 2001. p.55-68.

HARVEY, David. Do Fordismo à Acumulação Flexível. In: A condição pósmoderna. São Paulo: Loyola, 1993, p. 135-176

OLIVEIRA, Ramon. A Divisão de tarefas na educação profissional Brasileira. Cadernos de Pesquisa, n. 112,  p. 185-203, março/2001. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742001000100010&lang=pt> acesso em Junho de 2012.

OLIVEIRA, Ramon. O empresário industrial e a educação brasileira. Revista Brasileira da Educação,  n.22, p. 47-60, Jan/Abr. 2003. Disponível em < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-24782003000100006&lang=pt> acesso em junho de 2012.

SAVIANI, Demerval. Escola e democracia: teorias da educação, curvatura da vara, onze teses sobre a educação e política. São Paulo: Cortez, 1987.

26 comentários em “Por que o Brasil possui um dos piores índices de educação do mundo?

  1. Queiro autor,
    Seu artigo é uma bela reflexão sobre a educação. Acredito que antes de mais nada devemos colocar mais humanidade em nossas relações. A minha experiencia na lida com a educação, em especial instituições particulares de ensino diz que, “não haverá uma educação de qualidade onde não houver relações de qualidade a começar pelo laço fundamental, pais e filhos”
    Partilho a ideia de uma educação, hoje no Brasil, para a burguesia, onde a mão de obra é que realmente vale, onde os reais produtores de riqueza não devem pensar em usufruir desta riqueza.
    O sonho da pólis de formar cidadãos competentes para a reflexão do bem comum esta cada dia mais distante de nós, que somos classificados como”homens e mulheres civilizados”

    1. Prezado Lucas

      Obrigado por seu comentário. Como educadores devemos esperar que a educação seja um instrumento de humanização e não de reificação.

      Abraços
      Michel

  2. Michel, excelente artigo! Me parece estarmos diante de um quadro difícil de ser mudado. A expectativa quando da instalação de um governo “dos trabalhadores” foi de almejar mudanças na estrutura educacional brasileira e infelizmente o que estamos vendo é a perpetuação do antigo. As ações seguem a serviço da dita “governabilidade”, com as preocupações voltadas ao atendimento de interesses políticos partidários e o decorrente projeto de poder e não de país.
    Abraços.

    1. Prezado Jacques,

      Obrigado por seu comentário. Apesar do pessimismo, devemos acreditar na educação como único meio de fomentar indivíduos autônomos, críticos e capazes de avaliar e agir com autoconsciência para modificar a realidade social.

      Abraços
      Michel

  3. Bela matéria – isso nós estamos notando há mais de 50 anos – o primário e o ginásio que ei fiz foram bem melhores e, talvez, mais dificeis do que esse monte de cursos em que eles dividem para uma impressao de melhora e modernidade, mas é apenas uma peneira. Não resolve nada. No meu ginásio eu “estudei” Portugues, Ingles, Latim e Frances. Logicamente que hoje em dia isso seria IMPOSSIVEL – e lembro que na época tinha os meus 14 anos mais ou menos – aprendi a taboada com a professora pegando na minha orelha, pois eu não tinha calculadora. Pergunte quanto é 7 x 5 – talvez o garoto responda logo, mas pergunte 5 x 7 – ai entala e nao sai mais nada. De qualquer maneira, nao queremos uma Finlandia, mas poderiamos chegar a, pelo menos, 50% – Obrigado pelas suas palavras – c.cursini@terra.com.br

  4. caro professor,

    sinto ter que discordar de suas teses, que são bem escritas e bem argumentativas, mas não concordo com elas.O maior problema da educação do brasil não são as empresas apoiarem um plano de educação no pais, mas sim a retórica dos pedadogos brasileiros que parecem ter parado no tempo. Os especialistas na educação ainda usam as teses ultrapassadas de Paulo Freire que , ao que eu li em sua obra, parece estar mais preocupado em doutrinar politicamente o aluno do que ensina-lo propriamente dito.

    falo isso porque sou professor de matemática da rede publica e li a obra de Paulo Freire, e posso lhe dizer que quase todas as suas teses(que o senhor tambem mostrou em seu blog) são furadas. Eu não concordo, por exemplo, que a educação é um ato politico. No livro “pedagogia do oprimido” Freire usa como referencias ícones do pensamento esquerdista, como Che Guevara, Fidel castro e até mesmo Stalin e Lenin que mataram juntos mais de 30 milhoes de pessoas.Ele até mesmo, em seu livro, elogiou as ditaduras comunistas do leste europeu e em Cuba.”Mas o que isso tem haver com educação?” voce pode estar me perguntando. Paulo Freire alem de educador, era ativista politico, e usava a educação para doutrinar seus alunos analfabetos no interior do nordeste, e usava velha desculpa “a educação não é neutra” como forma justificar seu doutrinamento. E os pedagogos brasileiros ainda usam as teses de Freire como base das politicas publicas brasileiras.

    Não concordo com sua tese de que o Brasil está atrasado por causa da influencia das empresas na educação. No japão muitas escolas são vinculadas a empresas e o pais é o principal produtor de tecnologia do mundo e usa a educação voltada para o mercado para isso. Pode ver que o Japão é um pais bem mais desenvolvido do que o Brasil, ja que a tecnologia impulciona a economia e o pais cresce e mais pessoas saem da pobresa. Sinseramente, gostaria mesmo que as empresas brasileiras fizesses uma revolução educacional no Brasil.O que causa o traso do Brasil é a falta de compromisso dos brasileiros com a educaçao. Me doi falar isso, mas o brasileiro não dá valor a educação. Isso pode ser visto facilmente nas escolas publicas: indisciplina dos alunos, a falta de respeito pela figura do professor, e a violencia nas escolas.Quando era aluno, via muitos de meus colegas fazerem todas essas coisas, mas quando cresceram ele viram que não iriam longa na vida sem o estudo, e procuraram cursos tecnicos e tiveram que reaprender(ou aprender) os conteúdos na escola. Eles só deram valor a educação quando sáiram da escola. E hoje vejo isso em meus alunos que se formam no ensino medio. I problemas da educação é cultural, e não só politico.

    Tambem sou contra a educação da “conscientização”, pois isso é doutrinamento disfarçado. Falo isso pois , quando era aluno, fui educado por uma professora de história que era bem esquerdista e era militante do PT. em suas aulas ela vivia falando mal dos EUA e dos paises do primeiro mundo dizendo que eles eram a causa de nosso subdesenvolvimento, e volta e meia ela fazia elogios a Cuba e ao solialismo. Na época eu a consirerava uma heroina, mas hoje a vejo como antiética. quando cresci e adquiri mais conhecimento, vi que o que ela falava era mais um discurso politico do que educação.Mas ela dizia que estava nos conscientizando( como Paulo Freire dizia). O professor não é a consciencia dos seus alunos. O professor é antes de tudo, um transmissor de conhecimento e não deve usar a educação como pretesto para fazer prozelitismo ideológico com seus alunos.O aluno, quando adquire o conhecimento, com o passar do tempo, vai adquirindo suas proprias opinioes e valores ( como aconteceu comigo). A conciencia critica vem do conhecimento, e não da conscientização.

    Sou a favor da educação sim , mas da educação Classica, que é transmissão do conhecimento do professor aos seus alunos.O professor tem o compromisso de ensinar, e o aluno tem o compromisso de aprender.

    1. Olá Thiago,

      Obrigado por seu comentário. Em nenhum momento eu defendi as teses de Paulo Freire e muito menos as teses socialistas para a educação. O meu objetivo foi apenas fazer um diagnóstico buscando as causas da má qualidade do ensino, em particular, a má qualidade do ensino nas escolas públicas. Apesar disso, eu prefiro uma educação histórico-crítica de Paulo Freire, a uma educação “tecnicista, bancária e alienante” imposta por economistas, como “Paulo Renato” que pouco ou nada sabem sobre educação. Como professor você deve saber que os baixos salários, o descaso, o desrespeito, a imposição de políticas pedagógicas, a desvalorização do professor e os males que afligem nossa classe só ocorrem porque não somos capazes de assumir o nosso próprio destino histórico enquanto classe. Se realmente houvesse uma educação fundamentada no materialismo histórico e numa visão dialética da existência e da realidade como propõem Paulo Freire, os professores teriam salários melhores. Digo isso, porque os professores seriam esclarecidos e os alunos também, pensariam enquanto classe. Como eu disse no texto, a escola é um espaço eminentemente político que deveria fomentar a liberdade individual e coletiva, possibilitando as mudanças sociais necessárias para a felicidade humana. Contudo, em nossa época, a escola tem servido apenas para perpetuar as condições sociais dominantes do sistema cultural, onde os ricos se tornam mais ricos, e os pobres mais pobres. Daí a violência, a prostituição, a mendicância, as favelas e as formas precárias de trabalho. Se aceitarmos a educação que aí está, estaremos sendo complacentes com toda uma geração de alunos que estão sendo sacrificados à ignorância, à violência, ao subemprego e a condições precárias de vida.

      Abraços
      Michel

    2. Bom dia, também sou professor de História do Ensino Fundamental e Médio e concordo que a política de ensino apoiada nas teorias de Paulo Freire é uma ideia retrógada, que não privilegia o ensino e que a formação educacional e a própria formação de um ser pensante é vista como um saber secundário, basta perguntar em sala porque estudam que a maioria vai dizer que é para ter um bom emprego, quase ninguém responde que é para a formação pessoal e intelectual. No Brasil cargos importantes para estabelecer um Norte para a educação é ocupado por políticos sem o menor, ou nenhum, conhecimento do assunto. Quando estou em sala, às vezes, parece que o tempo parou, não há nenhum interesse em mudança. Em cursos técnicos, que é o meu caso,as ciências humanas são vistas pelos alunos e pela direção como um mal que eles têm que engolir.

  5. Com um professor como o Thiago, sinceramente será muito dificil termos um sistema educacional de qualidade. O sito professor, sequer tem o domínio da lingua portuguesa, coisa que abomino. Professor de exatas sim deve ter dominio do idioma português.

    Sou Gerente de uma Multinacional, formado em Administração de empresas. portanto não me sinto apto a discutir a relação da política nos dogmas dos pedagogos brasileiros. pore’m os erros abaixo certamente não cabem em um texto de professor:

    Exemplo : impulciona, pobresa e Sinseramente.

    A favor da Educação Clássica, com certeza o senhor trasmite seu péssimo conhecmento do idioma de seu país.
    O Senhor me parece possuir um nível muito baixo de conhecimento sobre a condiçào do Japão em relação a Tecnologia .
    Sem a menor dúvida a maioria das patentes tecnológicas vem dos EUA. O Japão é marcado sim pela ausência de criatividade de seu povo. Marcadamente teve seu desenvolvimento baseado na cópia e reprodução de menor custo.
    Hoje o japào só serve de exemplo pelo seu passado de disciplina e pelo suicídio de crianças por fracassos na escola.

    Então meu caro Thiago tenha a dignidade de entender que o melhor do Japão é a Ética.

  6. Geraldo, parabéns pelo comentário pertinente. Detesto essa ideia comparista que diminui e desmotiva, pricipalmente quando comparações são superficiais e o sujeito é desprovido de conhecimento. O Brasil realmente tem uma educação tendenciosa e escravista, onde a formação tem objetivo final um salário maior.

  7. Caro Professor;

    Gostei muito de sua análise a respeito da educação no Brasil. Mas o que me incomoda, e seria engraçado se não fosse trágico, é que há tanta contradição entre aqueles que dirigem a nossa educação, pelo menos no estado de São Paulo, que nem ao menos essa mão de obra qualificada somos capazes de formar. Não sou defensor da educação tecnicista, como professor de filosofia almejo uma educação humana, que torne o homem capaz de decidir seus próprios rumos racionalmente. Que de, aos nossos alunos, condições de ser aquilo que eles escolherem ser. Mas, vendo e vivendo a realidade de nossas escolas, percebo que se a escola conseguisse formar esse bom empregado, que a classe burguesa pretende, já teríamos um grande avanço.

    Em tempo, se você não se importar, usarei seu texto em sala de aula.

  8. Olá Marcelo,

    Não concordo, alguns professores de filosofia e sociologia podem ter uma tendência ao marxismo pela própria disciplina, mas generalizar não podemos. Quanto ao fato de os alunos não estudarem gramática e matemática, isso não é verdade. Os alunos no ensino fundamental possuem seis aulas de português e seis de matemática por semana. Só estudam filosofia e sociologia no ensino médio e possuem apenas uma ou duas aulas por semana. As políticas pedagógicas atuais têm valorizado principalmente o português e a matemática , e de modo geral, desvalorizam as ciências humanas. Em países como França, Alemanha, Bélgica e Áustria há uma enorme valorização das ciências humanas. Já no Brasil se valoriza o ensino técnico. Veja a criação de milhares de Etecs e Fatecs O programa Pronatec, por exemplo, criou 4,3 milhões de vagas nos cursos técnicos gratuitamente. O programa Brasil sem fronteiras, que leva alunos para estudar no exterior, valoriza apenas as profissões que podem produzir lucro para as empresas. A tendência da escola é justamente o contrário da perspectiva marxista, criar indivíduos desprovido de consciência política, sem espirito crítico, sem autonomia de pensamento. Se realmente houvesse um marxismo cultural como você afirma, os indivíduos estariam votando em partidos como PSTU, PC do B, PCO, PSOL.
    Abraços
    Michel

  9. Boa noite,professor!
    Ao ler este artigo refleti muito,porém paira em mim uma dúvida cruel…Já estudei em 4 cursinhos,3 deles de alto padrão,ao ler as apostilas e participar das aulas,notei que o empenho dos professores e dos materiais de estudos em defender ferrenhamente o socialismo-aquele de Marx,principalmente-era demasiado. Não encontrei nada que fizesse apologia ao capitalismo,muito pelo contrário,essas instituições mais pareciam centro de doutrinação comunista.

    Também se dermos uma olhada nos vestibulares que deveriam ser meritocráticos- segundo o seu artigo-vemos que realmente de meritocracia não há nada. Parecem mais perguntas formuladas para detectar sua posição ideológica política.

    Com o maior respeito e admiração pelo seu artigo,peço que me esclareça onde realmente está a alienação. Ser treinado para trabalhar para um Estado forte(socialismo) ou ser treinado para trabalhar para os grandes empresários(capitalismo)?

    Muito obrigada!
    Att Lú

    1. Olá Lu,

      A política pedagógica presente hoje em nossas escolas, como meu texto mostra, segue os preceitos do empresariado brasileiro. A educação abandonou seus antigos valores de educar o homem integralmente para que ele realize todas as suas potencialidade, sendo um ser crítico, consciente e capaz de realizar a igualdade política. Não se trata de uma educação socialista, mas de recuperar os valores presentes na origem da escola pública no século XVIII, o humanismo iluminista. O que se crítica é esse tipo de escola tecnicista, fundamentado na política de competências que produz autômatos sem consciência crítica e política. O meu texto em momento algum defendeu uma educação socialista. Quanto ao vestibular ele é meritocrático, é seletivo, nos cursos das melhores universidades não há pobres, negros ou índios. Somente entra aqueles que estudaram nas melhores escolas, onde a mensalidade não é menor que 2000 reais.

      Abraços
      Michel

  10. ó lá. sou de Tacaratu-PE, se hoje ó brasil tem uma educação ruim, não e culpa dos nossos governos, mais culpa da raça Brasileia, principalmente dos jovens que não querem estudar, só querem saber de namorar,beber, anda nas festas,usar drogas,roubar ,matar,é muito mais .o governo investe 5% na educação, agora vão investir 10% com o dinheiro dos roialts do pre-sal certo, agora digo, sé 5% não fés com que ó brasil se coloca-se em uma boa posição,quem dese que 10% vai colocar? , pra o brasil ter uma boa posição, requer que todos jovens do nosso país estejam todos juntos pela boa educação constitucional. é digo mais, em quanto todos povos não estiverem unidos por uma boa qualidade de ensino, já mais sairemos da 88 posição,kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk esse é o brasil do futuro kkkkkkkkkkkkkkkkkkk querem um brasil melhor, vai uma dica, estudem,conheçam, aprendam serto.

  11. li em algum lugar que o que difere um partido de esquerda para um direita é apenas a mão para roubar…
    Materialismo cultural vinculado a Pc do B, PSTU, etc foi demais…Nenhum partido não nos representa mais…o único possível é aquele que verdadeiramente ostenta a bandeira do Brasil…A educação se dá com o exemplo e dialogo, cada qual fazendo sua parte. a ciência e as tecnologias são importantes para as pessoas, assim como o humanitário e alteridade, o que não se pode jamais é priorizar um em detrimento do outro…Vamos nos inspirar e retornar ao bom meio-termo grego.

  12. Não concordo com nada ta tudo errado o que você falo o Brasil ta muito bem e suo a favor de termos aula de funk porque é parte da cultura do pais

  13. Bem o que posso dizer do texto que li,simplesmente magnifico e o que gostaria de ver no Brasil seria o fim dos políticos incompetentes,más para isso teria que reformular a educação do nosso povo,

  14. Parabéns professor! Infelizmente esta é a nossa realidade, há muito tempo eu buscava uma resposta para o que vem acontecendo na educação brasileira, sinto que acabei de encontrar essas respostas, pois, estamos mesmo vivendo uma educação baseada nos interesses políticos e favorável a burguesia. Logicamente nada esta visível, mas embutidos em uma falsa ideologia de educação. Neuza Lima.

  15. O nosso povo momentaneamente vive desacreditado, não vimos na ultima deca nenhum procedimento a favor da educação no país. Muita propaganda e poucas ações. Tenho visto nos últimos anos o maior descaso da educação e posso falar, pois estou ligado ao sistema, estou acompanhando de perto. São cortes e mais cotes de verbas e que isto faz com que ocasione um total desanimo do aluno na sala de aula; por falta de projetos de incentivos a produtividade de um aprendizado melhor e mais amplo. Há mais de oito anos que teríamos de ter todos os colégios equipados com laboratórios de informatica, mas na pratica não funciona, não existe diga se de passagem. Seria uma das fomas de ajudar o aluno, pois vivemos em um mundo de informática e de tecnologia avançada, não podemos ser excluído de tal maneira. Precisamos de moires avanços ou ficamos dependente do analfabetismo.

  16. Não concordo com seu posicionamento, penso que a educação brasileira está entre as piores do mundo não pelos interesses da “burguesia” ou “classe dominante” penso que esse pensamento é muito vazio e não leva à melhoras.

    O problema da educação brasileira é, primeiramente, a falta de competência e interesse do governo, que oferece ensino de péssima qualidade com desvalorização dos professores, não só salarial mas também como autoridade em sala, muitos alunos desrespeitam, fazem terrorismo psicológico e até mesmo agressão física e ficam na impunidade.

    Além disso, o “coitadismo” é outro aspecto da cultura brasileira que contribui para a falta de interesse do brasileiro em estudar, pois muitos se acomodam por conta dessa ideologia por inocência, saem da escola analfabetos funcionais. Penso que se o aluno fosse interessado e respeitase o professor (não dormir, converssar, usar o celular em sala de aula…) a educação já brasileira subiria alguns degraus.

    A escola não deve se lugar para ensinar ideologias, e deve-se sim usar a meritocracia( com bom senso) para estimular alunos e pais. Se a população não se erguer e for mais exigente JAMAIS o estado se importará em dar educação com qualidade, tampouco dará valor para profissão de profesor.

    1. Olá Aline,

      Eu sugiro que leia meus artigos sobre Bourdieu para entender melhor o problema da educação como forma de dominação simbólica, cuja ideologia é o conceito de meritocracia.

      https://filosofonet.wordpress.com/2016/01/02/pierre-bourdieu-educacao-trabalho-e-a-manutencao-da-ordem-social/

      https://filosofonet.wordpress.com/2012/09/28/bordieu-e-jacotot-educacao-para-emancipacao-intelectual/?relatedposts_hit=1&relatedposts_origin=3765&relatedposts_position=0

      Abraços
      Michel

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